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Divulgação é a alma do negócio? Com consciência, sim!

Divulgação é a alma do negócio? Com consciência, sim!

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Há uma frase muito conhecida de um dos grandes nomes da indústria automobilística, Henry Ford “Se eu tivesse um único dólar investiria em propaganda”. Cerca de um século depois dessa frase ter sido dita, podemos compreender que publicidade aqui está englobada no que se refere à divulgação em toda a sua amplitude.

Ainda temos na atualidade um pensamento de que divulgar custa dinheiro e de que esse é um custo a mais que é melhor reter. Mas divulgação é investimento no sucesso e um dos homens mais poderosos do planeta já sabia disso.

Vamos pensar no que representa hoje a era digital no globo terrestre. As pessoas estão cada vez mais conectadas e mergulhadas na virtualidade. Em 2016, em Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi mostrado que, apenas no Brasil, havia 116 milhões de pessoas conectadas à internet.

Onde seu público está? Quais os canais de comunicação que seu público utiliza para se informar? O que tem mudado na maneira como utiliza as redes sociais? Hoje é preciso estar onde o seu público está e conversar na língua que ele conhece.

Por muitos anos, para uma marca, ter um outdoor em evidência nos grandes centros das cidades era uma das melhores maneiras de comunicar uma marca, uma ideia e, isso alcançava milhares de pessoas. Ter um anúncio na televisão, que era um dos mais importantes meios de entretenimento das pessoas, era uma grande sacada. Mas hoje, as pessoas passam grande parte do seu tempo vidradas nas telas de seus celulares, computadores, tablets, etc. E na era digital estão no Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, WhatsApp, etc.

Divulgação é a alma do negócio? Qualquer divulgação? Casos na política

Não tem como falar no poder na internet sem referenciar alguns casos que marcaram o Brasil e o mundo. No que se refere à política, por exemplo, Pere-Oriol Costa, especialista em campanhas eleitorais, chegou a afirmar ao jornal espanhol La Vanguardia, que a internet teve um papel fundamental na eleição do ex-presidente americano Barack Obama.

O mote do discurso do candidato democrata de como arrecadaria fundos para a campanha e de que estava construindo uma poderosa rede de voluntários, ganhou grande dimensão na internet. Obama explorou em sua campanha a grande vontade de mudança que fazia parte do desejo da população americana.

No Brasil, tivemos uma experiência inusitada, em que as redes sociais Instagram, WhatsApp e Twitter tiveram grande força na eleição do atual presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nunca se falou tanto em fake news e no que estaria em jogo com esse consumo superficial de informações, em que não se checa a veracidade dos fatos, fontes e idoneidade dos veículos de comunicação.

Bolsonaro se utilizou da influência das redes sociais, principalmente Instagram e Twitter e ficou por conta dos eleitores toda a publicidade do candidato. Assim como nas eleições de Obama, reverberava na população a crença de que as coisas mudariam, de verdade, no Brasil.

O atual presidente americano, Donald Trump, também se utilizou do poder das redes sociais, nesse caso, o Twitter. Eram disparados tuítes por sua equipe contra a imprensa, e o tema fake news já dava às caras em sua candidatura. O atual presidente conseguiu transvestir a verdade em ódio e muitos especialistas apontam essa proeza como a sua principal ferramenta de promoção durante as últimas eleições.

Caso Empiricus – Bettina

Tudo começou com uma enxurrada de memes nas redes sociais e com o nome da funcionária da Empiricus entre os Trending Topics do Twitter. Afinal, quem é Bettina? Quem consome conteúdos no YouTube sem bloqueador de anúncios, já sabia do que se tratava. Qual era a propaganda feita pela administradora Bettina Rudolph?

Na propaganda veiculada no YouTube, Bettina conta que começou a investir ações com 19 anos de idade, com apenas R$1.520, três anos depois, afirma ter mais de R$ 1 milhão na conta. Simples assim? Não, ainda existe regulação na Publicidade.

O Procon-SP pediu a investigação da Empiricus alegando publicidade enganosa e propaganda abusiva. O caso tomou essa dimensão depois da viralização, principalmente, por meio dos memes na internet e hashtags no Twitter.

A divulgação por muito tempo foi apresentada como a alma do negócio. Mas o que temos aprendido com tantos casos no Brasil e no mundo é que não se trata apenas de divulgar, é preciso repensar o importante conceito de ética. E definitivamente, a internet não é mais tratada como ‘terra de ninguém’, as ações, ainda que nesse mar da virtualidade, são tão questionáveis quanto fora dela.

Confira: Marcando presença no mundo digital – destaque-se!

Será que, nos dias de hoje, Ford ainda diria que investiria em publicidade com apenas um dólar?

Provavelmente sim, mas com certeza, já teria entendido que muitas coisas mudaram de pouco mais de um século para a atualidade. Divulgar torna uma marca vista, leva uma marca ao público, mas esse trabalho precisa ser dirigido por conceitos éticos. Vale tudo para ser visto? Não.

Aquilo que soa como ‘estranho’ ou ‘improvável’ é imediatamente questionado pelo público, não em suas casas, mas no próprio ambiente virtual. O resultado de uma ação de divulgação é imediato, o feedback acontece agora. E aí , pronto para uma divulgação consciente?

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