Saúde é um tema sério, prefira ESPECIALISTAS

Arquivo em Setembro 2018

“Estudo diz” – Cuidado com a “ciência” irrelevante espalhada na internet

Já reparou a quantidade de matérias online que se baseiam em ciência irrelevante?  A partir do momento em que se diz “Estudo revela que” ou “Pesquisa afirma”, dá a entender que está explicito uma possível afirmativa que foi medida por experimentos e segue uma lógica comportamental.

Todo leitor consciente deve tomar muito cuidado quando ler a palavra “estudo diz” e primeiramente questionar a importância de determinada “afirmação científica” para a sociedade.

Vale lembrar que principalmente as notícias falsas adoram se referir as pesquisas para dar credibilidade às mentiras, citam até mesmo o nome de instituições como Harvard e universidades de renome mundial.

Aqui vamos dar algumas dicas de como não espalhar notícias falsas na e os impactos da ciência irrelevante. Veja alguns exemplos e fique atento.

1- A primeira pergunta: Qual a relevância do estudo?

Antes de ler uma notícia, o que nos chama atenção é a manchete, certo? Estudo científico é uma experimentação que utiliza de métodos lógicos, aponta resultados e em alguns casos sugere possíveis utilidades sociais ou clínicas.

Primeiro, uma pesquisa científica de qualidade dificilmente vai atuar com soluções simplistas e “vender” uma mágica ao leitor. Estudos científicos nada mais é do que o esforço árduo de uma equipe para despertar a atenção de outros cientistas sobre determinado cenário, claro, aqui estamos falando da ciência de qualidade.

Existe também a ciência irrelevante espalhada na internet. Os pseudo estudos científicos estão camuflados em matérias de comportamento e até incitando o consumo de medicamentos por meio de uma propaganda velada, mas que pode passar despercebida despertando o interesse de muitas pessoas.

Veja alguns exemplos a seguir. A ciência irrelevante e em alguns casos falsa, está espalhada de uma forma assustadora. E o pior de tudo, atuando com um tema de utilidade pública como a saúde enganando milhares de pessoas.

Vamos começar por essa matéria que fala sobre o consumo do café

 

Pessoal, quantos milhares de estudos não citam o café apontando tanto seus malefícios, quanto benefícios? Não precisa ser um gênio ou “super crítico” para chegar ao consenso de que uma xícara ou duas não vai gerar doenças, morte ou prevenir câncer.

Por outro lado, o excesso de cafeína pode gerar insônia, estresse, ansiedade e até agravar sintomas de quem sofre de gastrite. Portanto, cabe a cada indivíduo de acordo com suas circunstâncias e indicação médica observar quantas xícaras de café lhe faz bem, muitas pessoas optam por chá.

Mas a pergunta é: qual a relevância desses MILHARES de estudos que falam sobre o café?

Nessa “matéria”, por exemplo, não entrevistam nenhum nutricionista ou médico para conscientização ou interpretação crítica do estudo.

Aqui para mais um exemplo TRISTE do que fazem com a ciência

Nessa matéria também não consultaram nenhuma fonte (um médico ou especialista) para colaborar na interpretação. É um “estudo observacional”, como os autores concluem, que infelizmente nada agrega para a sociedade.

A longevidade e expectativa de vida inclui uma gama de fatores, tais como socioambiental, socioeconômico, biológico, genético, e muitos outros, muitos mesmo! Bebida nenhuma faz o milagre de viver mais, porém hábitos qualificados em conjunto podem gerar maior expectativa de vida.

Percebe que não é preciso nem clicar numa notícia assim? Pelo título você já pode concluir que é mais uma ciência irrelevante espalhada na internet.

Partiu comer cocô?

Não é a toa que estamos abordando o tema. A ciência está recebendo um papel deturpado na internet. Cabe aos leitores nem clicar em títulos como esse e exigir conteúdos de qualidade.

Bom, nesse caso não há o que dizer. Fezes faz bem para a saúde dos humanos? Então por que em nossa evolução fomos caçar alimentos para que chegássemos até aqui? Não é preciso ser cientista para descartar a veracidade dessa informação.

Duvide das fórmulas milagrosas!

 

A indústria farmacêutica é MESTRE em divulgar fake news utilizando estudos pouco conclusivos sobre o consumo de determinada droga.

Os efeitos são sempre milagrosos, mas o que devemos levar para toda a vida é: embora a ciência possa ser surpreendente, ela não atua com milagres!

Qualquer droga é determinada para uma área específica, na maioria dos casos no trato de doenças e alterações orgânicas, ainda assim podendo gerar efeitos colaterais que devem ser supervisionados por uma equipe médica.

Leia também: Conteúdo para área da saúde – Como produzir? 

Nenhuma equipe científica que se preze vai realizar estudos para vender milagres para a sociedade. Afinal, quem não quer se tornar magrinho ou super inteligente da noite para o dia? É exatamente no ponto fraco e irracional que as notícias falsas atuam.

Não se assuste! A ciência de verdade EXISTE e faz uma excelente trabalho

É importante alertarmos quanto a ciência irrelevante disfarçada de séria porque quanto mais pessoas compartilham ou consomem desses produtos, mais força a ciência de péssima qualidade ou fake news terá no Brasil.

A Biquara Contents como um portal especialista em produção de conteúdo para web faz o seu trabalho de conscientização, mas cada um de nós podemos ter condutas éticas e críticas quanto a esses conteúdos.

Espalhe essa informação para os seus pais, tios e avós e vamos juntos construir uma imprensa informativa, democrática e com ciência verdadeira que atua a favor do conhecimento e evolução social.

O que a divulgação da ciência de qualidade pratica:

1- Exposição dos resultados pesquisados da forma mais imparcial possível;

2- Não esconde falhas metodológicas ou resultados pouco conclusivos;

3- Matérias que divulgam artigos científicos possuem links de acesso para o material original;

4- O objetivo é contribuir com o avanço da ciência e novos estudos, jamais vender produtos ou milagres ao leitor;

5- A ciência de verdade faz a pergunta: por que esse tema é útil para a sociedade e bancada?

6- A ciência de verdade não vende sonhos ou milagres, apresenta dado, mede, usa a lógica, responsabilidade social e busca a razão e ética como fonte e critério.

Gostou desse conteúdo? Compartilhe com os seus amigos e familiares. Vamos juntos construir informações de qualidade para a transformação de que a nossa sociedade necessita! 😉

O que é fake News? Um alerta para jornalistas e leitores mais conscientes

A pergunta o que é fake news tem repercutido muito na internet, como o próprio nome já diz significa notícias falsas. A preocupação é que esse tipo de ’desinformação’ é estrategicamente elaborada para impactar o público e gerar muitos compartilhamentos principalmente nas redes sociais e grupos como o Whatsapp.

A disseminação das notícias falsas ocorre rapidamente atingindo muitas pessoas. É engano pensar que apenas o público de baixa escolaridade compartilha esses conteúdos, uma vez que são elaborados para impactar e enganar diferentes leitores a partir de sites que imitam URL de confiança e reconhecidos no jornalismo.

Vamos falar abaixo algumas estratégias de portais que espalham notícias falsas na internet. Aprenda o que é fake news, como são elaboradas essas mentiras e a não espalhá-las na internet.

Fake news é escrito propositalmente para enganar pessoas

As notícias falsas não são escritas por alguém que pesquisou mal ou não sabe sobre o que está falando. Mas sim por pessoas que usam artimanhas para enganar o leitor, seja na venda de um produto “milagroso” ou na defesa daquele candidato a presidente que você já admira ou abomina.

Precisamos pensar que a responsabilidade dessas notícias falsas na internet não é só dos portais e produtores de conteúdos, mas também do leitor que deve ter propriedade das ideias que lê e compartilha com os amigos. Todos nós somos responsáveis pela disseminação do que está na internet e devemos ser conscientes disso.

Eleições é um ótimo cenário para espalhar fake news – CUIDADO!

Estamos a alguns dias das eleições 2018 e as notícias falsas estão com tudo na internet. Existem equipes produzindo conteúdo falso exatamente para o leitor inebriado e pouco racional, sair espalhando os seus “argumentos” para amigos e aqueles que discordam da sua visão.

É o velho ditado, política não se discute, mas aí nos resta perguntar: por quê? Um assunto de interesse social não se pode discutir? Exatamente nesse tema existem as tendenciosas ideologias, paixões e pouco espaço para o senso crítico e racional.

É no cenário das eleições em que os produtores de notícias falsas aproveitam para dar ibope ao candidato que defende, espalhar mentiras em nome do Datalha, Ibope e instituições de pesquisas e dados de relevância e com credibilidade.

O que é Fake ou News ? Buguei! 

Estamos vivendo uma situação tão crítica, que até mesmo os portais com credibilidade falham por falta de apuração e acabam caindo nas pegadinhas das notícias falsas. Foi o que aconteceu com o Huff Post Brasil após publicar matéria dizendo que o candidato Bolsonaro era o preferido entre as mulheres.

Pouco tempo foi descoberto que a página “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi vítima de ataque cibernético por um grupo de ultradireita e a favor do militarismo, além de remover as administradoras alteraram as imagens do grupo e partiram para comentários desrespeitosos aos seguidores da página.

Segue o pedido de desculpas do Huff Post pela falha na apuração

O Facebook sendo imediatamente alertado avaliou o caso e devolveu a página a quem é de direito e ao movimento condizente. Os suspeitos investigados pelo ataque são Eduardo Shinok e Felipe Shinok que não possuem suas imagens divulgadas no perfil das redes sociais.

O leitor deve ser também um apurador de notícias

Se o jornalismo ou o jornalista em algum momento falhar na apuração, como aconteceu na última semana com o Huff Post, cabe ao leitor fazer sua própria checagem da notícia e identificar o que é fake news.

Aqui vamos listar sinais de que a notícia pode ser falsa ou duvidosa, além das características dos portais que espalham fake news:

  1. É contraditória aos fatos – geralmente esse tipo de notícia diz exatamente o oposto ao que os dados revelam. Diante desses dados vá ao Google a faça você mesmo a sua pesquisa para checagem;
  2. É apelativa – geralmente os títulos são tendenciosos e procuram por cliques;
  3. Usam URL e layout idêntico às páginas originais e já conhecidas. É assustador, mas existem páginas que aproveitam para espalhar notícias falsas se passando por portais conhecidos e importantes no país.

Veja abaixo um exemplo de portal fake imitando o G1 da globo.com

 

Aqui está um exemplo de URL e portal FALSO imitando o G1.  Essa notícia faz propaganda duvidosa a um medicamento que promete aumentar o foco e a memória.  A URL é: g1-bemestar.club/núcleo-saude-lectus. Pode passar despercebida!

Segue o portal autêntico

Na URL original g1.globo.com  a notícia possui fonte dos respectivos estudos, como a revista de neurociências Neuron, além dos cientistas que podem ser checados na identificação sobre o que é fake news.

O que uma notícia VERDADEIRA possui?

 

  1. Links de acesso para a fonte dos dados, como Ibope, Datafolha ou estudo científico. É essencial ter os links de acesso disponíveis para o leitor checar a fonte desse conteúdo;
  2. Portais relevantes evitam ser tendenciosos ou exagerados em seus títulos. Atua com dados e exibe a fonte dessas informações;
  3. Embora o jornalismo imparcial receba questionamentos, pois o repórter, assim como o leitor, possui a sua opinião, opte por veículos que apresentem ambos os lados na matéria. Cabe tirar a própria conclusão por meio dos dados.